quinta-feira, 18 de abril de 2013

Matéria: 0902 - Conteúdos para temas prováveis nos próximos exames vestibulares.


Ativista paquistanesa de 14 anos é vítima de atentado do Taleban

A menina paquistanesa Malala Yousafzai, de 14 anos, queria uma coisa simples: estudar. E que suas amigas, da região do Vale do Swat, no norte do Paquistão, também pudessem ir à escola. Por causa desse sonho, Malala foi vítima de um atentado do grupo fundamentalista Taleban nesta terça-feira (9).
De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal inglêsThe Guardian, enquanto viajava em um ônibus que a levaria para casa, Malala foi atingida na cabeça e no pescoço por tiros disparados por um homem. Segundo testemunhas, o atirador entrou no veículo e perguntou a outra jovem quem era Malala. A estudante apontou para ela, que negou com a cabeça. As duas foram atingidas. Malala foi levada para um primeiro hospital, mas a gravidade dos ferimentos exigiu sua transferência para um hospital maior, na na cidade de Peshawar. De acordo com a BBC, ela está fora de perigo.
O Taleban rapidamente confirmou estar por trás dos tiros contra a menina Malala. O porta-voz do Taleban Ehsanullah Ehsan disse que o grupo era responsável pelo atentado. Ele chamou o trabalho da adolescente de “capítulo de obscenidade”, ao qual o grupo precisava colocar um fim.
Em entrevista ao Guardian, Fazal Maula Zahid, membro do grupo anti-Taleban Swat Qaumi Jirga, disse que o ataque, realizado em uma área de alta segurança, preocupa os habitantes da região. “Ele também deixa dúvidas sobre as declarações das autoridades de que os militantes foram retirados do Swat”.
Malala ficou conhecida depois de escrever um blog para a BBC, contando sobre o caos que tomou conta do vale de Swat em 2009, quando o exército paquistanês lutou contra insurgentes talibãs na região. O primeiro-minsitro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, deu a Malala o primeiro prêmio nacional de paz, em 2011, por seus esforços (foto).
Sua trajetória foi retratada em um documentário do jornal americano The New York Times, produzido em 2009. Logo no início, um morador da região diz: “Na área onde eu vivo, há algumas pessoas que querem parar de educar meninas por meio das armas”. Suas palavras já indicavam o tipo de reação que o esforço de Malala provocaria.
Foto: EPA/PRESS INFORMATION DEPARTMENT/EFE
André Sollitto

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