sábado, 5 de maio de 2018


O destino dos brasileiros está nas mãos de um político presidiário.


As mais recentes pesquisas eleitorais publicadas neste início de maio  (DatafolhaIbopeMDADataPoder360 e Paraná Pesquisas), mostram que Lula não só mantem pelo menos 31 % do eleitorado brasileiro fiel ao seu legado social, como tem o poder  de transferir dois terços de seus votos para qualquer poste que ele indicar caso não possa concorrer, menos é claro, para Dilma, que é um poste queimado dentro do próprio partido.
Isso significa dizer que Lula participará das eleições deste ano de qualquer jeito, e vai para o segundo turno através de um avatar. Ocorre que as mesmas pesquisas mostram que a maioria do eleitorado brasileiro (54%) não quer mais ser governada pela esquerda. Fenômeno este que está ocorrendo em todo mundo democrático civilizado. O momento agora é da direita, seja nas Américas, na Europa e até na Ásia. A chamada onda reversa de Samuel Huntington.
È aí que a cobra começa a fumar. O PT pragmático de Gleisy Hoffman e Lindberg faria no andar de cima, e dos “movimentos sociais” no andar de baixo, junto com a marxistada de plantão dos centros de filosofia e ciências sociais das universidades públicas, não aceita uma composição do avatar de Lula com políticos ou partidos sequer de centro esquerda, leia-se, Ciro Gomes, Marina Silva  ou Joaquim Barbosa. Fernando Haddad, Jacques Wagner, Celso Amorim ou qualquer outro possível avatar lulopetista, só poderá se coligar com gente do tipo:  Manuela D’Ávila, Guilherme Boulos, ou, quiçá, Rui Costa Pimenta. A turma da luta de classes do século XIX.
Esse caminho levará inevitavelmente as eleições de 2018 á radicalização entre a extrema esquerda e a extrema direita. Direita esta, legitimamente representada por Jair Bolsonaro.
É isso mesmo. A radicalização da esquerda levará Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Simples assim. E aí o pau vai quebrar, Bolsonaro não terá forças para conter seus mais fiéis escudeiros e viveremos um período de neofascismo explicito. Quem, como eu, já esteve em manifestações pró e contra Lula e pró e contra Bolsonaro, já sentiu a pegada. É forte.
Um candidato de centro direita, apoiado na surdina por Lula, que se comprometa a pacificar o Brasil controlando a lava-jato e com poderes para colocar a economia nos trilhos e já existe está pronto para ele ser apresentado ao eleitorado, é preciso apenas haver um acordão cuja iniciativa está nas mãos do presidiário Lula, que teria como prêmio a liberdade e como punição, o ostracismo político. Neste caso, seu julgamento sairia das mãos implacáveis de Sérgio Moro e ficaria á cargo da história.


José Antonio Martins Prestes. Graduado em Ciência Política pela UFSC.                              

 3mai18.

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